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Vivendo e Escrevendo


E O OSCAR VAI PARA... por Paulo de Tarso Jr.

 Imagine o que seria de um jornalista se nada, eu disse absolutamente nada, acontecesse na sociedade? Certamente, ele teria que usar sua criatividade para, desculpe a redundância, criar notícias. Mas, felizmente, vivemos em mundo mutável. Em um ambiente pulsante. O dia de hoje não é idêntico ao de ontem e nunca será igual ao de amanhã. Mas, por que diabos, certos jornalistas ainda insistem em escrever matérias imaginárias? E o pior: como escrevem bem. Tão bem que acreditamos, cegamente, por algum tempo. Estes escritores ainda não aprenderam que o lugar de contar uma ficção qualquer não é na imprensa.

                Talvez, se estes homens e mulheres que se intitulam “jornalistas”, adentrassem na esfera dos grandes roteiristas de Hollywood, eles conseguissem ser venerados pela sociedade. Sinceramente, estes contadores de histórias mereciam ser aplaudidos na noite do Oscar. E vou além: mereciam TODAS as estatuetas da Academia, pelos gênios incompreendidos que são. Apenas mereciam. Porém, vale lembrar, que não estamos falando de mega-produções hollywodianas, e sim, de Jornalismo.

                Não defendo a tese de que Jornalismo se resume a leads vagos: quês, quandos, porquês, e outras besteiras já condicionadas. No entanto, isso não quer dizer, que a função do jornalista mudou. Ela continua a mesma: informar. Mas informar com qualidade. Com seriedade. Com responsabilidade. O jornalista não pode esquecer que ele tem poder na ponta de seu lápis, na sua voz e na sua imagem. Não é preciso inventar ou plagiar uma notícia para ser O JORNALISTA.

                Se o papel do jornalista é noticiar um acontecimento o mais próximo possível da realidade, não entendo o que leva alguns profissionais a romperem com a maldita ética. A abandonarem seus lindos discursos de faculdade. Não entendo o motivo que os leva a venderem sua alma por um irrisório status de mediocridade. Não é assim que se faz Jornalismo. Não é assim.

                Desta maneira, para que sejamos jornalistas de sucesso, devemos ignorar decisões que irão atrapalhar nossas noites sono. Temos que buscar a tal da verdade presente nos manuais de redação. É preciso dar sangue por cada informação. É isso que a maldita ética prega. Se seguirmos essa ética, com absoluta certeza, nós estaremos no palco do Teatro Kodak de Hollywood para receber o nosso prêmio: o “OSCAR DE MELHOR JORNALISTA”. Pense nisso!!!



Escrito por Paulo de Tarso Jr. às 23h04
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